Em termos gerais, diría que por défice democrático entendo a insuficiente participação do elemento democrático ( cidadãos e cidadãs / munícipes e fregueses ) no sistema político comunitário, no caso municipal; elemento democrático este que se refere ao órgão, ou aos órgãos, a quem no quadro institucional do sistema comunitário incumbe a representação dos munícipes: a Assembleia Municipal no geral em termos de concelho e as Assembleias de freguesia no caso local , freguesias ou uniões de freguesias .
Donde o défice democrático constitua uma questão cujas origens são de encontrar no próprio equilíbrio interinstitucional de poderes inicialmente estabelecido no seio dos órgãos.O
Percebe -se que o actual executivo, tem vindo a desenvolver uma estratégia de governação que tem por objectivo reforçar a política do QUERO, POSSO e MANDO , agravando deste modo o défice democrático a todos os níveis no concelho.
A cabal demonstração desta política da coligação da oligarquia neo liberal , neo conservadora e popular , são por exemplo , as votações em sede de Assembleia Municipal , onde eleitos em órgãos locais , onde a coligação oligárquica é minortitária, no caso freguesia de Alcabideche e união das freguesias de Carcavelos e Parede, mandatados por decisão democrática pelos seus pares , no caso em maioria , para assumirem um certo sentido de voto , acabam em Assembleia Municipal, por votar , à revelia desse interesse manifestado localmente, em consonância e seguindo as posições e o interesse político do executivo .
Casos como Carcavelos Sul , o PDM e outros, revelam como é grande o défice democrático no concelho .
Verificamos agora, em um pouco em ambiente de lavagem de cestos , ou seja em final de mandatos nacionais e em vésperas de eleições legislativas, a uma verdadeira euforia de assumpção de responsabilidades por parte do município, para satisfação dos interesses estratégicos e políticas da coligação nacional , donde deriva a coligação local que poderão a curto, ou médio prazo, colocar em causa a própria autonomia da autarquia ...
Mais sendo responsabilidades diferidas no tempo e a longo prazo, virão a condicionar as políticas de outros partidos que virão a ser eeitos para o executivo, no futuro .
Tudo feito , no maior dos segredos , com a maior discrição , quase à sorrelfa , sempre com a preocupação de colocar os outros partidos da oposição , representados nos diversos órgão locais e municipais , perante casos consumados ...
È importante que se acabe com o DÉFICE DEMOCRÁTICO que existe no concelho de Cascais e para já , esse défice poderá e deverá ser combatido através de maior utilização e em maior número de situações, de um instrumento legal e constitucionalmente reconhecido que é o REFERENDO LOCAL !
Disse .





