Ou seja aos que desde 1976 , aparecem na época das eleições , nada acrescentam e depois voltam a hibernar ou submergir ... e nunca mais se ouve falar deles, até ao acto eleitoral seguinte .
De todos os novos partidos um único e por razões perversas , estranhas e algo contra natura, mas que espelham bem a sociedade em que vivemos , elegeu um deputado .
Agora que se começa a sentir ao longe , o cheirinho do voto e da urna eleitoral , começam esses tais que nada acrescentam, ou mudam, porque nada têm para oferecer de diferente e porque também na sua pequenez muitas das vezes estão a jogar unicamente para a foto e eventualmente ter acesso a um lugar de segunda , ou terceira fila que de algum modo vá preenchendo a sua razão de existir , começam a emergir e a dar " palpites " , e / ou a tentarem colar-se a organizações, ou pessoas que poderão ter importância na sua manobra ou estratégia eleitoral , ou dar-lhes a visibilidade e / ou importância que não têm .
Cá na terra já há dessas manobras !
Mas digo eu que sou um homem dos movimentos populares , espontâneos , independentes e autónomos , da cidadania :
- na verdade estes novos partidos não percebem bem o que andam a fazer ... nada acrescenta , nada melhoram , não trazem nenhum progresso e recusam-se a ver e perceber que são mais do mesmo , que não passam de sopa requentada... que ninguém quer .
O caso não é haver outro , mais um partido , ou vários partidos , novos ou seminovos igual(ais ) a todos os outros ; todos construídos e geridos segundo a mesma matriz que se mantém inalterável desde o século XX ; o caso é mudar o paradigma , é mudar o modelo e as pessoas , substituindo o aparelho e pessoas por organizações de cidadania e por pessoas cujo espírito cívico de participação seja o de SERVIR e essa é a força dos ditos MOVIMENTOS CÍVICOS que felizmente e em diversos locais deste país , nomeadamente na Cidade Invicta , por exemplo ou em Oeiras aqui ao lado e noutros ( muitos ) locais , se vai começando a compreender que são a alternativa !
Sobre o resto , recomendo a leitura atenta destes dois textos e percebam que nesta conformidade e havendo mais de 5.000.000, cerca de 6.000.000 portugueses subsídio dependentes, ou Estado dependentes , dificilmente o sistema muda e o regime oligárquico e rotativista que alternadamente vai dando o poder ao PS , ou ao PSD , vai manter-se e nada muda, pois fica tudo como dantes , quartel em Abrantes...
LEIAM POIS , ATENTAMENTE :
"Segundo os números mais recentes da Pordata, existem em Portugal mais de 3,6 milhões de pensionistas. Mais de 650 mil funcionários públicos. Outros tantos desempregados. Perto de 300 mil beneficiários do rendimento social de inserção. Somando estes quatro números deparamo-nos com 5,2 milhões de pessoas. E se a estes 5,2 milhões somarmos filhos menores e familiares dependentes, ultrapassamos facilmente os 6 milhões que Medina Carreira costuma citar com regularidade. Fixem bem o número, porque ele é o mais importante para explicar Portugal e a sua paralisia: num país com 10 milhões de habitantes, pelo menos 6 milhões beneficiam de transferências directas do Estado central.
Daí Medina Carreira falar, e bem, do partido do Estado, uma imenso centrão que tem os seus rendimentos dependentes do bolo orçamental, nascido do fortalecimento da classe média em tempos de vacas gordas. O que fazer agora que as vacas emagreceram, ou que não estão a engordar à velocidade necessária, é um dilema não apenas de Portugal mas de todos os países desenvolvidos. O que aqui parece existir mais do que em outros lugares é uma inconsciência disseminada, que impede demasiada gente de ver que qualquer governo despesista está absolutamente condenado ao desastre. Claro que há uma tese mais perniciosa: demasiada gente não vê simplesmente porque não tem qualquer interesse em ver."






