Em Portugal vivemos o único regime socialista da Europa Ocidental , muito na linha das OLIGARQUIAS , socialistas e populistas de génese marxistas leninistas da América Latina , nomeadamente de Cuba , Bolívia , Brasil e Venezuela .
Em 1974 um movimento de militares, descontentes com a sua situação profissional, derrubou um regime tipo ditatorial, conservador e de direita e "pensou " tê-lo substituído por um novo regime pluralista , livre e democrático ; mas na verdade e tal como se veio posteriormente a confirmar, a pureza de objectivos do dito movimento estava profundamente conspurcada pela infiltração e manipulação de forças da esquerda marxista leninista, pelo que o movimento e nomeadamente o seu órgão de cúpula , o Conselho da Revolução e o seu braço armado o COPCON ,passaram a actuar em consonância e às ordens de forças externas , marxistas leninistas .
O acontecido nesses tempos , em que Portugal teve um Presidente da República nomeado pela esquerda e um Primeiro Ministro , também militante convicto da tal esquerda ortodoxa , todos conhecem e ou recordam , mas importa novamente recordar .
Importa perceber que nesse tempo, que se designou do tempo do PREC , a esquerda marxista ortodoxa e os seus aliados de ocasião , tornaram Portugal num país verdadeiramente socialista , leia-se marxista leninista , onde tentaram , por todos os meios , instalar a chamada " ditadura do proletariado" ,na mais ampla acepção da palavra e por isso foi totalmente responsável por :
- uma Constituição dita progressista que afirmava inequivocamente a intenção de criar uma sociedade socialista e que ainda hoje impede verdadeiras transformações sociais, laborais e económicas ;
- um governo que nacionalizou os principais meios de produção, cujas sequelas ainda se sentem ;
- um quotidiano caracterizado por manifestações e por acções ditas revolucionárias em que termos como , auto -gestão , ocupação , unidades colectivas de produção , reforma agrária , SUV, comissões de trabalhadores , de moradores , coordenadoras , cintura industrial de Lisboa e muitas mais , eram constantes .
Com as primeiras eleições , as Constituintes, novamente se verificou, por intercessão e pressão das estruturas militares ditas revolucionárias e em particular do Conselho da Revolução , um reforço da tendência socializante , marxista -leninista do regime, o que se comprova através da análise das forças partidárias em presença :
UDP - Partido marxista da vertente trotskista e maoista ;
MDP-CDE - Resultante da transformação de um anterior movimento que concorreu a eleições no regime de ditadura de direita e conservador , era no entanto fortemente infiltrado por elementos afectos ao PCP , pelo que a sua prática política era marxista ;
PCP -Partido marxista leninista ortodoxo, fortemente enfeudado às políticas da então U.R.S.S.;
PS - Partido marxista, mas da vertente reformista , baseado nas ideias do euro comunismo e do socialismo reformista do centro e norte da Europa , braço político da intervenção da Internacional Socialista ;
PPD/PSD - Partido de génese marxista defensor da social democracia, segundo o modelo dos países nórdicos , mas que veio com o tempo a assumir forte deriva Liberal ;
CDS - Este é um partido , supostamente conservador e de direita , criado pelo Presidente da República e pelo Conselho da Revolução, com o objectivo de dar ao todo uma vertente pluralista ; é um partido sem base programática que no entanto e na circunstância e para tentar dar-se consistência ideológica , se reclamou de democracia cristã, seguindo os princípios do catolicismo progressista que bebe muita da sua intervenção política nas teses mais progressistas da Igreja .
Como referi, Portugal tornou-se , logo a seguir ao pós Abril de 1974 , mais precisamente depois do 11 de Março, um país socialista e como passo a demonstrar e continua a sê-lo .
Na Constituinte , de 1975 /76 , os partidos eleitos criaram um complexo jurídico e legal que blindou o acesso de novas forças políticas à Assembleia , logo a uma eventual governação e conseguiram-no, pois actualmente a constituição da Assembleia da República mantém a arquitectura inicial , embora a UDP se tenha transformado em BE e o MDP-CDE se tenha extinto e os seus militantes se tenham, diluído pela UDP, PCP e PS ... Logo mantém -se a situação e por isso se comprova o que se afirmou , Portugal é, ainda hoje , o único país socialista da Europa .
Alguns dirão que não é verdade e darão eventualmente, como exemplo, o CDS-PP , mas este há muito que deixou de ter autonomia e capacidade de intervenção e hoje, tal como o PEV é para o PCP , o CDS-PP também não passa de um apêndice , tipo um departamento sectorial de intervenção política, do PSD ou do PS de acordo com os interesses de momento .
Mas pergunto :
- Os portugueses e portuguesas estão satisfeitos com esta engenharia partidária que criou e mantém este regime socialista ?
Penso que não!Depois de passada a alegria das mudanças , em que se verificaram adesões eleitorais significativas, os portugueses começaram a perceber a verdadeira face do regime e a abstenção passou para níveis elevados .
Vejamos os números referentes às Eleições para a Assembleia da República de 2011 por exemplo :
1. - encontravam-se inscritos nos cadernos eleitorais 9.624.354 cidadãos e cidadãs eleitores ;
2. - votaram 5.585.054 eleitores , uma percentagem de 58,3%;
3. - abstiveram-se 4.039.300 eleitores , uma percentagem de 41, 97% ;
4. o partido mais votado , PPD/PSD , foi eleito por 2159181 eleitores, a que corresponde uma percentagem de 38,66 % dos votos expressos , a que corresponderam 108 mandatos .
5. Mas importa reter que de facto o PPD /PSD foi eleito por cerca de 22% dos eleitores inscritos , o que é muito diferente dos 38,66 % supra referidos .
Nesta circunstância e considerando o elevado valor da abstenção que nas Eleições Presidenciais do mesmo ano , atingiu os 53,48 % e que tem vindo a aumentar até aos cerca de 65% de abstenção , verificados nas eleições europeias de Maio de 2014, leva-nos a pensar que devemos fazer uma breve análise das razões dessa abstenção que não se prendem unicamente, como nos querem fazer acreditar , com a insatisfação dos eleitores .
Quando se vota e enquanto eleitores , somos confrontados com modelos e propostas diversas e o nosso voto recai sobre o modelo ou a proposta que supostamente melhor serve os nossos interesses.
Se eventualmente não existir em presença um modelo ou proposta que nos sirva, é óbvio que não tomamos posição , ou seja , no caso vertente , não vamos votar , logo abstemo-nos ou e em última análise vamos votar , mas votamos nulo ou branco .
O que actualmente se verifica em Portugal é exactamente essa situação:
- os eleitores não têm encontrado nos modelos marxistas e nas propostas socialistas que lhe são apresentadas , respostas concretas para as suas necessidades e satisfação dos seus desejos e nesta conformidade não sentem necessidade ou motivação para votar …
Este ano e embora tenha surgido uma série de novos partidos, em nada se alterou o cenário de base .
Portugal e os portugueses , são por maneira de ser , por história , por cultura e tradição , conservadores, defendendo princípios como a igualdade , a fraternidade e a liberdade , a que acrescem a devoção católica e o amor pela Pátria ; em suma os portugueses e portuguesas são democratas , mas democratas de direita , conservadores e patriotas que não se reveem nas doutrinas ateias , materialistas e internacionalistas do marxismo leninismo que enferma a totalidade das propostas políticas que são apresentadas .
Por isso afirmo e defendo o voto , num partido democrata, de direita , patriota e regenerador , numa óptica conservadora e tradicionalista que respeite , valorize e defenda os nossos valores , desde logo a nossa independência e autonomia , a nossa Língua , a nossa História , a nossa Cultura e Tradições ...
Manifestamente e por tudo o que referi o paradigma de governação tem de ser alterado e desde logo o regime que tem de ser alterado de Semi Presidencialista para Presidencial ; depois há que reduzir o número de Deputados , alterar a legislação relativa a partidos , dando capacidade à intervenção da cidadnia , mas também no que diz respeito ao complexo legal referente a eleições e a financiamento partidário e por fim reduzir os custos da governação , nomeadamente através de uma reorganização da Função Pública de carreira com poder e competências delegadas alargadas .
Queremos MELHOR ESTADO , MAS MENOS PARTIDOCRACIA ...


















































